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O glaucoma constitui um grupo de doenças oculares que sorrateiramente “rouba” a visão, e no estágio inicial geralmente não produz qualquer sintoma. Estudos demonstram que praticamente metade das pessoas que tem a doença não tem a menor noção que a possuem.

A perda de visão é provocada por danos ao nervo óptico, que simbolicamente representa um cabo elétrico com milhões de fios que se conectam aos fotorreceptores, que são as estruturas responsáveis por transformar o que enxergamos em impulsos elétricos. Estes impulsos são conduzidos pelo nervo óptico até a região posterior do cérebro, que é a região responsável pelo processamento das imagens recebidas pelo olho.

Causa

Ainda não se sabe bem ao certo o que causa o glaucoma, tão pouco é conhecido um tratamento específico. Através da análise do nervo óptico no exame oftalmológico ou com o uso de exames que medem o campo visual e a sensibilidade dos fotorreceptores, é possível diagnosticar e avaliar a progressão da doença. Acomete inicialmente a periferia da visão, por isso dificilmente o paciente percebe o seu início. Progressivamente as fibras nervosas, ou seja, os fios que formam o nervo óptico, começam a morrer e conseqüentemente perdem a capacidade de transmitir as imagens para o cérebro.

Pressão Intra-ocular

O que se sabe é que a pressão intraocular possui uma função importante no controle da doença. Apesar de haver uma faixa de pressão conhecida como “normal”, observamos a incidência da doença em pacientes que estão dentro desta faixa. A utilização de colírios para baixa-la é uma das maneiras de impedir a progressão do glaucoma, e o que se conhece como a pressão ideal somente é possível através da avaliação da mesma antes do tratamento, da severidade do dano glaucomatoso e da idade do paciente. Nesta análise é muito importante o exame do fundo do olho, que permite identificar os sinais precoces do glaucoma.

O glaucoma apresenta diversas facetas e formas de desenvolvimento, acometendo crianças na sua forma congênita, associado a outras doenças oculares, a transmissão familiar e ao envelhecimento. A melhor forma de controlá-la é com o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

O glaucoma pode ser tratado com sucesso, mas a detecção antecipada é vital. Este é o motivo pelo qual os profissionais oftalmológicos verificam a existência de glaucoma durante os exames oftalmológicos regulares.

A determinação da sua melhor opção para o tratamento de glaucoma começa ao falar com seu oftalmologista, que pode ajudá-lo a ter um melhor entendimento de suas necessidades de tratamento para o glaucoma. Junto com seu médico, você poderá planejar o tratamento da doença. Se você tiver sido diagnosticado com glaucoma, algumas opções de tratamento que seu oftalmologista pode recomendar incluem:

Prescrição de colírio

O tratamento mais comum para pressão ocular e glaucoma é a prescrição de colírio. Quando usado conforme prescrito, o colírio para glaucoma pode reduzir a pressão ocular mais comum, reduzindo o líquido produzido, ou ajudando a drenar o líquido dos olhos.

Seu médico pode prescrever mais do que um tipo de medicamento para tratar seu glaucoma ao longo do tempo. Lembre-se de relatar ao oftalmologista se você estiver tomando outros medicamentos que possam interferir na ação dos medicamentos e colírios para glaucoma.

Tratamentos a laser

Existem vários tipos de tratamentos a laser disponíveis para tratar glaucoma. Ocasionalmente, a cirurgia a laser pode ajudar a eliminar a necessidade de colírios para glaucoma; no entanto, em muitos casos os pacientes terão que continuar tomando medicamentos para glaucoma após os procedimentos.

O procedimento a laser mais comum é a trabeculoplastia, que envolve um feixe de luz de alta intensidade que é focado por meio de lentes e reflete na malha trabecular dentro do olho. Você pode ver flashes de luz vermelha ou verde, uma vez que o laser faz várias queimaduras espaçadas igualmente, facilitando a drenagem do líquido por meio da malha.

 

Cirurgia Minimamente Invasiva (MIGS) com iStent®

O iStent® é um pequeno implante médico— o menor atualmente conhecido para ser implantado no corpo humano—desenvolvido para restaurar a capacidade natural de seus olhos de se autodrenarem, reduzindo a pressão em função do glaucoma. O iStent® foi desenvolvido para pacientes com glaucoma e é implantado no momento da cirurgia de catarata ou como um procedimento isolado. Você não consegue ver ou sentir o iStent® após sua inserção, mas ele é desenvolvido para controlar sua pressão ocular de modo eficaz. Como primeiro dispositivo MIGS, o iStent® tem comprovada segurança e eficácia em vários estudos clínicos e já foi implantado em mais de 300.000 olhos em todo mundo, com mais e mais procedimentos sendo realizados diariamente.