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Sol é saúde

Janeiro significa sol, piscina, praia, férias. É o momento da viagem em família, confraternização com os amigos, momentos ao ar livre tão aguardados durante o ano todo. E o sol, importante fonte de energia para o nosso planeta, também é imprescindível para a nossa saúde.

Os raios solares, quando atingem a nossa pele, promovem a produção de uma importantíssima substância, a Vitamina D, que apresenta funções semelhantes a de um hormônio e é responsável pela absorção e equilíbrio do cálcio em nosso organismo, imprescindível para a formação de ossos e dentes. Além dos ossos, recentemente foi descoberto a sua ação no nosso sistema imune, no coração, na secreção de insulina pelo pâncreas e no cérebro.

No cérebro, a luz atua na produção de melatonina, hormônio produzido pela glândula pineal responsável pela regulagem do sono e vigília. Com o aumento da luz solar em janeiro, ocorre a inibição da produção desta substância, o que permite a regulagem do período em que ficamos acordados e em que dormimos. Assim ocorre o restabelecimento do equilíbrio dos neurotransmissores no cérebro, auxiliando na melhora da atenção, na redução do estresse e na redução dos casos de depressão.

Miopia

Também há evidências da ação da luz solar sobre o aparecimento da miopia. Estudos realizados na Ásia mostraram que há um aumento dos casos de miopia, que é a dificuldade para enxergar para longe, em crianças que ficavam expostas menos de 2 horas por dia a luz natural. A incidência era menor nas crianças que desenvolviam atividades ao ar livre.

Ultravioleta

Mas há também os efeitos nocivos. Dependendo do horário e do tempo que ficamos expostos ao sol podemos sofrer os efeitos deletérios da radiação ultravioleta. Além do bronzeado, que percebemos nos primeiros dias, também estamos sujeitos aos efeitos cumulativos, observados após anos de exposição excessiva.

O envelhecimento precoce é um dos sinais mais frequentes, assim como as manchas, sendo o câncer de pele o efeito mais grave, o que vem se tornando comum nos últimos tempos.

Nos olhos o efeito se mostra no aumento da vermelhidão e ardência, causado pela queimadura da conjuntiva, a pele que recobre os olhos, pela radiação ultravioleta. A longo prazo pode ocorrer o crescimento de uma pele em direção a córnea, que se chama pterígio, na verdade uma forma de proteção contra os danos causados pelo sol, mas que provoca desconforto ocular, comprometimento da visão e até mesmo ocasionando dor.

Nas estruturas mais internas no olho, a radiação causa o aparecimento precoce da catarata, que é a turvação progressiva da visão e que não melhora com o uso de óculos. Outro dano importante à visão é o comprometimento da região central da visão, a mácula, pela maior exposição a radiação UV, que não tem tratamento no momento.

Além da utilização criteriosa do sol, que é evitar a exposição nos períodos de pico (entre as 10 horas da manhã e 3 horas da tarde, ou das 11 às 16 horas no horário de verão), o uso adequado de filtro solar na pele, utilizar chapéu ou boné e o uso de um óculos de sol com proteção ultravioleta são primordiais para garantir a nossa saúde e a de nossos filhos.

 

Dr. Marco Antônio de Castro Olyntho Jr.
CREMESP 92737 / RQE 31927

Médico Oftalmologista com Título pela Associação Médica Brasileira – AMB e Conselho Brasileiro de Oftalmologia – CBO
Membro da Academia Americana de Oftalmologia

 

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