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Usando óculos

A utilização de óculos para a correção da visão remonta ao início da história da humanidade, sendo descrito por historiadores que os egípcios já utilizavam lentes para isto aproximadamente 5 séculos antes do nascimento de Cristo, e que o imperador Nero costumava assistir as lutas de gladiadores utilizando lentes de esmeralda.

Os óculos evoluiram muito desde então, sendo que nas últimas décadas tivemos as mudanças mais expressivas, com a utilização de novos materiais e técnicas de construção, que melhoraram em muito sua qualidade.

Mas a necessidade de um instrumento para enxergar melhor, mesmo tão popularizado, não deixa de ser uma mudança um tanto, podemos dizer sem errar, traumática para a maioria da população.

Infância

Quando se dá na infância, há um misto de novidade, limitação e diferenciação daqueles com os quais se relacionam. Pode significar um adorno, sentir-se intelectual ou mais “adulto”, ou mesmo ser motivo de bullying. Com o crescimento, aprende-se a lidar com a sua necessidade, e muitas vezes se torna parte da personalidade.

Os estudos, livros e o computador, para aqueles que “escaparam” de utilizá-los na infância, vão mostrar a necessidade dos populares “óculos para descanso” que auxiliam na correção de pequenos distúrbios da visão, que passariam despercebidos se não fossem os esforços visuais necessários em nosso tempo. Como são utilizados somente quando há sintomas, causam pouco impacto naqueles que deles dependem.

Presbiopia

Quando chegamos aos 40 anos, nossa capacidade de focar objetos próximos começa a ficar evidente, e há necessidade de correção principalmente para leitura. A escolha da melhor forma de correção é o que atormenta muitos pacientes, muitas vezes inconformados com a necessidade de utilizar óculos.

E este incômodo muitas vezes piora com a chegada dos mesmos, pois não são, evidentemente, a solução que procuravam para a limitada visão.

Começar a utilizar óculos para a correção da presbiopia, popularmente chamada de vista cansada, para alguns o “mal dos 40”, não deixa de ser um processo longo, cheio de obstáculos, e principalmente, necessita de muita dedicação. A limitação não é esporádica, mas também geralmente não é absoluta. E é aí que reside a maior parte da queixas dos pacientes.

Adaptação

Apesar da melhoria das lentes para óculos, a adaptação nem sempre é fácil em virtude de uma série de fatores. Geralmente a deficiência é mais para perto do que longe, e dependendo da deficiência e idade do paciente, há necessidade da correção para a meia distância, onde geralmente fica a tela do computador. Corrigido este ponto, surge outro: “Enxergo bem para perto e longe com o óculos, mas sem eles me sinto melhor!”

Com tantos desafios, não é difícil o paciente evoluir para um estado de negação que muitas vezes perdura por anos, adaptando o seu dia a dia com a sua deficiência, até o momento em que isto não é mais possível.

Para evitar esta fase basta em primeiro lugar conversar com seu oftalmologista sobre as suas necessidades para uma correta prescrição; ao aviar sua receita procure uma ótica de confiança onde possa ter a certeza que será bem aconselhado quanto a armação e as lentes; e procure adaptar o ambiente com esta nova necessidade, seja ela a iluminação, posição de leitura ou a tela do computador.

Novos óculos muitas vezes necessitam de novos hábitos!

Saiba mais: Lifting, botox, e…óculos?!?

 

Dr. Marco Antônio de Castro Olyntho Jr.
CREMESP 92737 / RQE 31927

Médico Oftalmologista com Título pela Associação Médica Brasileira – AMB e Conselho Brasileiro de Oftalmologia – CBO

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